ACADEMIA BRASILEIRA DE HISTÓRIA E LITERATURA

Rádio USP dá início às comemorações pelos seus 50 anos

Por Comissão de Imprensa
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No ar desde 11 de outubro de 1977, emissora começa a celebrar seu jubileu de ouro com a estreia de novos programas, que abordam temas como inteligência artificial, história, arte e ciência

A Rádio USP deu início neste mês às comemorações pelos seus 50 anos de transmissões, que serão completados em 2027. Inaugurada em 11 de outubro de 1977, a emissora começou a celebrar o seu jubileu de ouro apresentando sete novos programas, que já estão no ar. Outros dois programas vão estrear em novembro.

Uma das novas atrações é Cartas ao Oceano, programa feito em parceria com o Museu da Imigração do Estado de São Paulo, que conta histórias de imigrantes de diferentes países estabelecidos no Brasil. É apresentado pelo radialista Fernando Alves. 


Outra novidade é Conversar.I.A., em que a professora Giselle Beiguelman, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design (FAU) da USP, e a escritora Rosana Hermann abordam temas ligados à inteligência artificial. Hora da Ciência é um programa apresentado pelo jornalista Fabrício Marques e dedicado a informar sobre as mais recentes pesquisas na área de ciência, tecnologia e inovação.


Originalmente um podcast, 3 Caras e 1 Obra reúne três professores da Faculdade de Educação da USP – Marcos Euzebio, Rogério de Almeida e Roni Menezes –, que conversam de forma bem-humorada e descontraída sobre um filme, um livro, um disco ou outra produção cultural. Já o programa Por Trás da História, dirigido pelo jornalista e historiador Moacir Assunção, traz entrevistas com historiadores sobre bastidores de fatos históricos. 


Diversas manifestações artísticas são tratadas em Arte Brasil, apresentado pela jornalista Leila Kiyomura, que a cada edição entrevista artistas ligados à USP. Entrevistas também são a base do Próxima Estação: Vozes e Reflexões de Mulheres Protagonistas, em que a professora Clotilde Perez, diretora da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, convida mulheres de diferentes áreas de atuação para falar sobre suas trajetórias.


Os programas que vão estrear em novembro, ainda sem data e horários definidos, são Imprensa Falada e Performance. Imprensa Falada será quinzenal, com apresentação de Alexandra Itacarambi, diretora do Portal Imprensa, e do jornalista Lúcio Mesquita – que falará direto de Londres, onde reside. O programa abordará temas ligados à imprensa, desde coberturas jornalísticas até fake news. Já Performance será mensal, e em cada edição será escolhido um artista para apresentar e comentar uma playlist preparada pelo próprio artista. Antonio Adolpho e Roberto Menescal estão entre os cotados para participar do programa.

Reconhecimento e recomeço

A diretora da Rádio USP, jornalista Márcia Avanza, quer aproveitar as comemorações pelos 50 anos da emissora para reconhecer o trabalho das pessoas que passaram pela rádio ao longo das últimas cinco décadas. “É importante reconhecermos a participação dessas pessoas na história da rádio”, afirma Avanza. “Isso nos ajuda a ter um recomeço e a continuar a fazer essa história de divulgação da música e da cultura brasileira.”


Segundo Avanza, a rádio vai manter a programação musical pela qual é conhecida, voltada para a música brasileira. “Nós intercalamos MPB com outros gêneros, como música erudita e forró, por exemplo, e damos espaço para jovens artistas independentes, que não tocam nas rádios comerciais”, ressalta a jornalista, destacando a estratégia de dar visibilidade a produções menos conhecidas do público. “Procuramos também valorizar o lado B, tocando aquelas músicas de artistas já famosos que ficaram desconhecidas. Não trabalhamos com o mainstream.”


A diretora lembra que, ao longo de 50 anos de atividades, a Rádio USP revelou profissionais e artistas hoje consagrados. Um deles é o jornalista e apresentador William Bonner, que começou a carreira como estagiário da Rádio USP, quando ainda era estudante da ECA. Outro talento descoberto pela emissora foi Zeca Pagodinho, através de O Samba Pede Passagem, programa apresentado pelo radialista Moisés da Rocha, que deu visibilidade também ao grupo Fundo de Quintal, à cantora e compositora Leci Brandão e ao também cantor e compositor Almir Guineto. 


A diretora se diverte com fatos que marcaram a longa história da Rádio USP. Ela cita, por exemplo, um momento curioso: um antigo diretor da emissora quis fazer uma experimentação de radioteatro e, inspirado na famosa narrativa de Orson Welles sobre uma suposta invasão alienígena nos Estados Unidos, interpretou uma história em que a Serra do Mar estava despencando. “Isso gerou um grande tumulto, as pessoas ficaram assustadas. Isso mostrou quanto alcance a rádio tem.”

“A Rádio USP é um patrimônio de São Paulo”, afirma o professor Luiz Alberto de Farias, superintendente de Comunicação Social da USP, destacando que a emissora mantém uma programação diferente de todo o mercado e um conteúdo de alto nível cultural. “A rádio apresenta novos nomes da cultura, da música, do entretenimento e é permeada por um sistema de divulgação científica que contribui para aproximar a sociedade e a Universidade, mostrando que elas devem sempre estar em sintonia.”


Os horários dos novos programas são os seguintes:

Cartas ao Oceano – segunda-feira, às 17 horas; reapresentação no sábado, às 18 horas, semanalmente

Conversar.I.A. – terça-feira, às 17 horas; reapresentação no sábado, às 15 horas, quinzenalmente

Hora da Ciência – sexta-feira, às 13 horas; reapresentação no sábado, às 16 horas, semanalmente

3 Caras e 1 Obra – terça-feira, às 17 horas; reapresentação no sábado, às 15 horas, semanalmente

Por Trás da História – sábado, às 10 horas; reapresentação na terça-feira, às 13 horas, semanalmente

Arte Brasil – última sexta-feira do mês, às 18h20, mensalmente

Próxima Estação: Vozes e Reflexões de Mulheres Protagonistas, quinta-feira, às 18h20, semanalmente

A Rádio USP (93,7 MHz, em São Paulo, e 107,9 MHz, em Ribeirão Preto) pode ser ouvida também pela internet, neste link.

* Estagiária sob supervisão de Roberto C. G. Castro

**Estagiária sob supervisão de Simone Gomes

Créditos e fonte

Fonte original
Jornal da USP
Autoria original
Nina Nassar*
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