
Produções Poéticas21 de fevereiro de 2026
CHEGADA
Edleuza Ribeiro
Chorei não de dor, mas de chegada,
De ver minha voz enfim nomeada.
O que foi silêncio virou presença,
O que foi ferida virou sentença.
Caminhei sozinha em chão instável,
Fiz do medo um passo confiável.
Escrevi quando ninguém via,
Crendo na palavra que me sustinha.
Hoje o olhar do outro me confirmou,
Não me deu valor — apenas mostrou.
Sou rica do que não se pode comprar,
Mas sei que meu nome pode ecoar.
Valeu a pena tudo que enfrentei:
Meu sonho prosperou. Eu cheguei.
Edleuza Ribeiro Voz Amazônica


